Vídeo mostra interior de avião após turbulência invisível que deixou 27 feridos

Um evento bastante curioso aconteceu na última segunda-feira (1), quando um voo da Aeroflot que fazia o trajeto entre Moscou e Bancoc foi atingido por uma turbulência de céu claro (CAT, na sigla em inglês). Este tipo de situação expõe passageiros e tripulação a riscos especialmente por ser imprevisível: como são “turbulências invisíveis”, as CAT não são captadas por radares convencionais.

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O voo da companhia aérea russa contava com 318 passageiros e 14 tripulantes e se viu em meio a uma turbulência de céu claro. A aeronave sobrava Myanmar quando foi atingida pela CAT e o resultado foi 27 passageiros feridos. Alguns sofreram fraturas e precisaram passar por cirurgia.

Segundo um comunicado da embaixada russa em Bancoc, muitos passageiros que se machucaram durante o incidente, não estavam utilizando os cintos de segurança. Neste momento, 15 deles permanecem hospitalizados, mas sem risco de morte.

São inúmeros os relatos de terror dos passageiros que estava no voo SU 270 da Aeroflot. Um deles disse ter sido arremessado em direção ao teto, como se ejetado de sua poltrona. No vídeo abaixo é possível conferir o resultado da turbulência invisível pela qual passou a aeronave russa.

As CAT acontece quando se chocam várias massas de ar quente que se movem em diversas velocidades. Segundo a Federal Aviation Administration, dos Estados Unidos, “a turbulência de céu claro é um movimento do ar criado por pressão atmosférica, jatos de ar, ar no entorno de montanhas, frentes frias ou quentes de ar ou tempestade de raios.”

Este evento acontece apenas em voos acima de 3 mil pés (900 metros) e, como não está associado a nuvens do tipo cumulonimbus e cumulus, não pode ser captado por radares convencionais. De acordo com a Aeroflot, em média 750 casos dessas turbulências invisíveis ocorrem todo ano ao redor do planeta — em suma, não há muito com o que se preocupar.