Ilha Fiscal: guia completo com informações e fotos deste paraíso histórico

Escrito por Bruno Mendes

Localizada na Baía de Guanabara e de frente para a região central do Rio de Janeiro, a Ilha Fiscal é um ótimo lugar para ser visitado durante a passagem pela cidade maravilhosa, e integra a rica área histórica, que foi palco de passagens relevantes do país durante o império, e as distintas fases da república.

Confira este guia com informações, fotos e algumas curiosidades para você não deixar de conhecer este belo espaço da preservação da nossa cultura.

1. O que você encontrará na ilha?

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A Ilha Fiscal abriga um pequeno castelo erguido no século XIX por Dom Pedro II. O palacete gótico, que no passado servia como gabinete do governo, fez parte da rotina hierárquica de identificáveis personagens da história brasileira e tantos outros poucos conhecidos.

Dentro do palacete há salões, exposições que elucidam a importância da marinha brasileira e até uma mostra permanente em que constam itens decorativos, o convite e até as vestes utilizadas no último baile imperial, ocorrido lá mesmo.

O visitante não deixará de apreciar a incrível área externa da ilha, por onde poderá observar por perspectiva diferenciada vários pontos do centro do Rio, o Pão de Açúcar (e o ir e vir dos bondinhos) e a ponte Rio-Niterói. Prepare-se para tirar muitas fotos.

2. Como chegar até a ilha

É muito fácil ir até a Ilha Fiscal. Ao chegar ao centro de metrô, ônibus, táxi ou carro próprio, dirija-se à Praça XV e caminhe em direção ao Espaço Cultural da Marinha, situado próximo ao Paço Imperial, e à direita da estação das barcas.

Os caminhos até a Ilha Fiscal é feito por um pequeno ônibus que percorre um caminho estreito da parte continental até o destino, mas também é possível fazer esse trajeto por escuna.

As duas opções de transporte saem do Espaço Cultural da Marinha, e diferentes agências de turismo disponibilizam o passeio para grupos, contudo, dá para conhecer o palacete por conta própria!

3. Onde comprar o bilhete

Os bilhetes de acesso à Ilha Fiscal são adquiridos no Espaço Cultural da Marinha e custam R$30 a inteira e R$15 a meia entrada. Ao comprar o ingresso, o visitante também poderá conhecer o interior desse interessante centro de cultura da praça XV.

No ECM há o submarino museu Riachuelo, o carro de combate cascavel a Nau dos Descobrimentos e uma série de itens com enorme relevância cultural no contexto militar. Recomendamos fazer um passeio por lá antes de seguir para a ilha.

Lembrando que estudantes menores de 21 anos, pessoas com mais de 60, militares e dependentes pagam meia entrada, e crianças de até 2 anos entram gratuitamente.

4. Qual o horário de funcionamento?

A Ilha Fiscal pode ser visitada de quinta a domingo em três horários distintos: 12h30, 14h e 15h. Os bilhetes poderão ser adquiridos das 11h às 15h10.

Informação importante aos turistas: o centro do Rio enche bastante, principalmente entre terça e sexta, portanto é recomendado chegar com antecedência para evitar filas longas. Programe-se para evitar perrengues, ok? Outra dica valiosa é chegar a região central cedo (bem antes de ir à ilha) para visitar outros pontos turísticos interessantes, como o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), Paço Imperial, Museu Nacional de Belas Artes, etc.

5. Endereço do último baile do Império

O palácio da Ilha Fiscal é conhecido por sediar o último baile da monarquia no dia 09 de novembro de 1889, exatamente 6 dias antes da Proclamação da República, que foi realizado para prestar homenagem aos oficiais do navio de origem chilena Almirante Cochrane.

A estimativa é que entre três e cinco mil pessoas participaram desta festa de arromba que movimentou a alta sociedade brasileira da época. Olha esta outra curiosidade: especula-se que 10% do orçamento da cidade do Rio de Janeiro para o ano seguinte foi gasto no evento.

6. Um pouco mais sobre o baile

Na iminência da ruptura monárquica, segundo relatos, Dom Pedro II ignorou a luxuosa fartura e pouco se divertiu, ficando sentado em um espaço reservado durante a festa inteira, pensando sabe-se lá o que!

E olha só o que ele perdeu: 150 cozinheiros e 150 garçons prepararam e serviram mais de 20 mil sanduíches aos convidados que também apreciaram 800 quilos de camarão, 2.900 pratos de doces, 500 perus, além de 188 caixas de vinho, 10 mil litros de cerveja e 80 caixas de champanhe.

Entre uma valsa e outra — estilo mais aclamado na época — o clima de euforia era dividido com a atmosfera de conspiração que antecedeu ao golpe ocorrido no dia 15 de novembro.

7. O Castelinho tem inspiração francesa

O velho continente ditava a moda e exercia enorme influência na arquitetura no século XIX. Seguindo esta tendência, o Castelinho (como geralmente é identificado) da Ilha Fiscal é inspirado nas construções da idade media da região de Provence, na França.

Além dos contornos arquitetônicos, os vitrais com ornamentos de símbolos e figuras que representam a monarquia estão entre os itens que mais encantam os visitantes, e parte destes foram trazidos da Inglaterra para homenagear Dom Pedro II e a Princesa Isabel. É ainda mais bonito observar as peças diante da incidência da luz solar.

Impossível, do mesmo modo, é não se impressionar com a vista da varanda do segundo andar e ao observar os móveis que se encontram conservados como estiveram no final do século XIX. Para chegar a esta área bem especial é preciso subir uma escadaria com 38 degraus.

8. Objetos de decoração são de diferentes épocas

Ao lado dos móveis e objetos do período do império as decorações, itens dos anos 1930 e até peças mais recentes poderão ser encontrados no Castelinho de hoje.

Mobílias mineiras fabricadas em São João Del Rey, piso feito por madeira nobres daqui mesmo do Brasil e cortinas com referência fidedigna àquelas utilizadas no tempo dos príncipes poderão ser contempladas por quem adentrar e observar cada espaço interno.

9. A Ilha Fiscal passou a ser aberta para visitação em 1999

Depois de passar por um período de restauração em 1997, a Ilha Fiscal abriu as portas para o público em 1999, e desde então é visitada por cariocas e turistas todos os anos. A atração hoje pertence ao Complexo Cultural da Marinha, e tem vínculo com a Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, órgão cuja missão é produzir pesquisas e publicações sobre a história da cultura marítima no Brasil.

Copacabana, Ipanema, Leblon, Cristo Redentor, Pão de Açúcar, Vista Chinesa… Não faltam boas atrações turísticas no Rio de Janeiro e a Ilha Fiscal, com certeza, está entre elas! Conheça e comprove!

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